quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Já começou!



Caixotes, sacos, mochilas, mais caixotes, mesas, cadeiras, papéis, muitos papéis...

Abre a porta, fecha a porta, leva a chave, desce as escadas, chave do carro, sobe as escadas, carrega o carro, mais uma volta, abre o portão, entra na garagem, carrega o elevador, não te esqueças da chave, descarrega o elevador, rápido para não aborrecer os vizinhos logo à chegada.

Embrulha copos, pratos, jarras, molduras, travessas, já nem me lembrava que tinha isto, porque é que nunca uso isto, até é bem fixe!

Escolhe roupa, lava roupa, estende roupa, leva roupa, arruma roupa. E agora o que é que eu visto até ao final da semana? Ai, ai, ai... já fiz isto tantas vezes e ainda não consegui descobrir a maneira perfeita de o fazer (será que há?).

Tratar da água, da luz, do gás, da TV Cabo. Esperar pelos técnicos, ir a correr para o trabalho. Sim, porque o "resto" da vida não pára só porque estamos a mudar de casa. O cão tem de ir à rua na mesma, a roupa tem de ser passada a ferro na mesma, o trabalho fora de casa tem de ser feito na mesma. Na mesma não, em piores condições e sem vontade alguma.

Sigo o meu lema: "Para melhor muda-se sempre!". Até sempre...

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Leituras soltas do que gostava de ter escrito...

"(...) pois bem, havia uma menina que entrou numa sala onde estava a mamã com uma porção de amigas e disse-lhe, na altura de dar a curva ía indo para cima de um taxi, mas ala em terceira a toda a velocidade, é também bela esta sensação de força mecânica, quem sabe o que terá este tipo contanto que não tenha mau hálito, sentiu a meia esquerda romper-se no joelho, mais uma chatice bolas só o fino delas, o senhor coronel, aposentado, do andar de cima com o seu cãozinho rafeiro que a olha quando a encontra na escada e como a olha, se soubesses, meu Deus, se soubesses, é verdade que os saltos altos favorecem, sim, cansam mas como sobressaem as barrigas das pernas, os olhares dos machos agarram-se como filamentos, ela sente-os presos como teias de aranha, os porcos, na escola a irmã Celeste dizia-lhe sempre se te vês ao espelho nos vidros da janela é pecado, assim dizia era inverno do lado de lá das janelas a avenida completamente coberta de neve mais silenciosa e os lampiões um após o outro até perder de vista(...)" Dino Buzzati in "Um Amor"

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Ridiculous Thoughts

Os Cranberries são os meus U2. Eu explico... conheço muita gente que adora os U2 porque associam muitas das músicas deles a episódios da sua vida e não podem ouvir o "With or Without You" sem se lembrarem do namorado da adolescência ou o "Sunday Bloody Sunday" sem se lembrarem da rebeldia que viveram em teenagers. A prova disso foi a loucura da venda dos bilhetes para o concerto em Coimbra, que afinal já vão ser dois e mesmo assim esgotaram. Não quer dizer que eu não goste dos senhores, obviamente são uma referência musical e têm canções bonitas, uma banda de peso. Mas a mim não me dizem nada por aí além. Por isso não fiquei muito triste por não ter conseguido bilhetes para os concertos. Pensando bem, nem sequer tentei. Dormir ao relento para comprar seja o que for não faz parte da minha maneira de ser.

A minha vida teve sempre música de fundo e continua a ter. É musicada, tem banda sonora. Gosto de várias bandas e de diferentes tipos de música, mas se houve uma que me marcou foram os Cranberries, sem dúvida. Adoro. "Linger", "Empty", "Salvation", "Zombie", "Ode to my Family", "Ridiculous Thoughts", "Free to Decide", entre tantas outras. Para mim o difícil é escolher de qual gosto mais. Identifico-me com o som e com as letras, com as ideias e os ideais pró-Paz, pró-Liberdade, pró-Revolução. Na maior parte dos casos são acordes simples, mas o que fica é a melodia às vezes dura e sempre sincera. Isso e o sotaque irlandês, que lhe dá aquele gostinho extra. Cantores com sotaque são sempre especiais, mas isso fica para outra conversa...

E já agora aproveito para publicitar que eles voltaram a tocar e vêm ao Campo Pequeno dia 10 de Março... se alguém me quiser dar uma prenda de Natal antecipada eu agradeço. E acho que nem vai ser preciso dormir na rua para comprar bilhetes nem nada. Até sempre...

PS: Dou um doce a quem souber o nome do mocinho do vídeo.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Paris, capital do divórcio (!?)


Então mas Paris não era a cidade do Amor e do Romance? Topem-me esta notícia: "A capital francesa realizou a primeira Feira do Divórcio, segmento que envolve inúmeras actividades, entre elas, imagine-se, pacotes turísticos especiais para os divorciados. Com uma afluência de quatro mil visitantes, a feira contou com seis dezenas de stands com serviços relacionados com o sector, entre bancas de advogados e conselheiros, especialistas em imagem física, treinos de auto-estima e agências de viagem para os novos solteiros. Brigitte Gaumet, organizadora da feira, teve a ideia de realizá-la depois do segundo divórcio do presidente Nicolas Sarkozy e posterior casamento com Carla Bruni." (Opção Turismo)


Esta senhora tem olho para o negócio, lá isso tem! Até sempre...

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Manifesto(me) a favor da roupa-para-andar-em-casa



Tenho de ter muito cuidado a escrever isto, o que é estúpido, já que é um manifesto. Devia de ser decidido e implacável. Mas não é. Porque há opiniões e opiniões. E eu respeito isso. Mais ou menos...



Um amigo "muita maluco" disse-me há dias (com um ar muito sério, o que é raro nele...) que, and I quote: "as gajas têm de estar sempre arranjadas, sexys e prontas para f&%$#". Ora bem, eu até compreendo que os homens desejem isso. Acho justo, até. A questão não é essa. Eu também gostava de ter um Volkswagen Beatle preto e nem por isso maltrato o meu Renault Modus cinzento, nem sequer lhe lembro todos os dias que ele devia de tentar pelo menos fazer de conta que é mais redondinho ou mais potente para eu minimizar a minha frustração. Ok, é uma comparação parva, mas é um bocado assim.




Eu por mim falo, solidária com quem quizer assumir que consegue compreender. Essa imagem que vocês (homens, de uma maneira geral, nem todos...) têm de gajas podres de boas e arrumar a casa semidesnudas e sexys é apenas uma miragem. Primeiro porque as gajas podres de boas não arrumam a casa, aliás, não fazem a ponta de um corno em casa, até porque não têm tempo, entre as ídas às compras, o cabeleireiro e as massagens (a inveja é um coisa muito feia, ui...). Portanto logo aí o mito fica arrumado. Mas mesmo que esse argumento não bastasse, vou acrescentar mais uns, as tarefas que as gajas são "obrigadas" a fazer em casa estragam a roupa, por causa dos produtos e do pó e dos pelos do cão e tudo e tudo. Mais, nesses dias a moral está sempre tão baixa que a vontade é colocar um saco daqueles de papel castanho na cabeça, quanto mais roupa bonita. Mais ainda, as pessoas normais não têm dinheiro para comprar roupa-para-andar-em-casa própria para o efeito, por isso acabam por utilizar a roupa mais velha, que supostamente já não usam na rua. E sim, às vezes no meio deste desalinho pessoal é preciso ir comprar pão, é preciso ir passear o cão, é preciso vir cá abaixo à rua fazer qualquer coisa, levar o lixo, e acabamos por sair em figuras que mais valia ninguém ver. Mas vêm, e não faz mal. Porque somos mulheres completas, superiores a esses superficialismos, porque sabemos estar de rabo-para-o-ar a esfregar o chão de luvas de borracha e fita na cabeça, mas também sabemos ir trabalhar de tailler e salto alto ou ir correr de calções e t-shirt e ténis. Somos versáteis e adaptamo-nos a qualquer situação. Porque batemos cartas e arrotamos "à homem" a beber minis num tasco qualquer com a mesma graciosidade com que vamos de sandálias de brilhantes e vestidos compridos à ópera. E é por isso que vocês (homens, de uma maneira geral, nem todos...) gostam de nós, porque somos verdadeiras e estamos aqui, ao vosso lado, para o melhor e para o pior, na saúde e na doença, blá blá blá blá. Aprendam a apreciar o que têm e esqueçam o que nunca vão poder ter (até porque mulheres assim só existem nos catálogos da Oysho e da Trotleman Women, que eu adoro, por sinal):



Até sempre!

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Da ração às prendas de Natal...

No Sábado fui a um hipermercado cá do sítio comprar ração para o meu Joaquim. Sim, o Joaquim diz que está doente mas ainda come e não é pouco (felizmente). De manga curta, depois de estacionar o mais próximo possível da porta principal, que isto de andar a carregar sacos de 15 Kg de ração não é para todos, entro no dito cujo hipermercado e dou de caras com uma enorme árvore de Natal cheia de ursos polares. Choque. Devo ter feito aquela cara de "que'ésta merda pá?", mas como estava sozinha tive de engolir o comentário e seguir para a zona dos animais de estimação. A remoer. Então mas eu ainda ando de t-shirt (eu que de Inverno ando com uma camisola interior, uma de gola alta, um casaco, um sobretudo, colants debaixo das calças, 2 pares de meias, etc. - é muito sexy, eu sei...) e esta malta já me anda a enfeitar os halls de entrada com árvores de Natal? Ainda por cima com ursos polares? Devem-se estar a sentir imensamente mal, tadinhos... Então mas estamos no Brasil ou quê? Pois... realmente já estamos em Novembro, eu é que ainda não tinha associado o Novembro ao frio este ano. Até hoje, que hoje já tive de vir armada com o meu casaco de pelo por dentro. Quando sair ao fim do dia vai dar jeito, aposto. Por aqui também já ligaram o ar condicionado no quente. E eu penosamente puxei hoje pela lista das prendas de Natal, a ver se este ano me oriento e começo a pensar nisso antes do dia 20 de Dezembro. Objectivo: gastar sempre menos que no ano anterior mas não me esquecer de ninguém. Ainda tenho tempo. Até sempre...

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Este fim de semana...

... era para ir para Cascais mas já não vou.


... era para ir à FIL mas já não vou.


... era para ir matar saudades do meu afilhado mas já não vai dar.


Vai ser mais um não-fim-de-semana, portanto. Em casa, de volta de mais uns caixotes, a stressar com mais uns jornais, a roupa, o ferro, o cão, o aspirador. Logo eu que nasci para ser uma princesa. Não tenho sorte nenhuma. Até sempre...


quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Small Talk



Afinal não estou doente. Ou melhor, estou, mas não o suficiente para ficar em casa. Acho que isto é uma cena genética. Trabalho à 6 anos e nunca fiquei "de baixa" nem faço ideia de como é que isso se processa. Ainda bem. Até estou a pensar colocar isto no meu curriculo: "Outras valências: nunca fica doente, ou pelo menos o suficiente para não poder trabalhar". Era capaz de tornar a coisa mais apelativa...


Hoje à hora de almoço encontrei uma "conhecida" que me veio logo com aquela conversa do "tás-muito-mais-magra!". Eh pá, se não têm nada para dizer não digam nada, porque eu depois não sei o que é que hei-de responder e fico com aquela cara de sorriso-amarelo-a-tentar-não-ser-desagradável. Desde que deixei de practicar desporto de forma regular, ou seja à cerca de 10 anos, que passei dos 60 Kg para os 55 Kg. E pronto. Desde aí nunca mais tive flutuações de peso. Mas continuo a ouvir várias vezes essa palhaçada do "tás-muito-mais-magra!". Mas pronto, hoje ainda não me pesei... se calhar é disso. Sou uma sortuda, eu sei (outra característica genética, acho eu), posso comer batatas fritas, maionese, hamburgueres, pizza e essas coisas todas que fazem mal e supostamente engordam e mesmo assim oiço frequentemente o "tás-muito-mais-magra!". Também já me disseram que isto depois dos 30 começa a mudar. A ver vamos. Ainda faltam dois anos plenos de junk-food e petiscadas. Não gosto muito de bolos (daqueles da pastelaria, com cremes e assim) e é raro comer doces. Mas isso é uma feliz coincidência, não é por estar muito atenta à linha. Ainda assim como bolos de aniversário porque dizem que dá azar ao aniversariante se não comermos e acima de tudo sou supersticiosa. Prefiro empurrar disfarçadamente uma fatia de bolo goela abaixo do que ter de viver com o peso na consciência de um amigo/conhecido ser infeliz por minha causa. Até sempre...

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Hummm...


Estou com dores de garganta e tosse desde ontem.


O diabinho que aparece do lado esquerdo da minha cabeça (tipo desenho animado...) quer que seja uma valente Gripe, nem precisa de ser A, basta ser da outra, só para ficar em isolamento 10 dias.


O anjinho tá amuado, ainda não se pronunciou... (quem cala consente!)


Até sempre...

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009




Tenho ouvido esta música na rádio e só hoje é que consegui perceber o nome da música e da intérprete... "Now I love someone" da Holly Thorsby. Gostei logo da música, quando ouvi, gostei mais agora que consegui ter acesso à letra:

Old lock, old door
Old yard, overgrown
I'm up, up and gone
So long, so long
For now I love someone
Our love is a song
That we sing, that's been sung
By our parents and their parents
They swear it and we swear it now
Now we love someone
We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello"
I don't want no "I guess sos"
Just yeses or instead so long, so long
And you don't love no one
Because my wins are your wins
In the sleet, in the spring
And your losses are my losses
when you're opposite me only
Now we love somebody
We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello!
How are you? How are you? Hello!"

É bonito, não é? Eu achei. Até sempre...