Terça-feira, 29 de Maio de 2012

WWW


Pois é, o problema da World Wide Web é que é mesmo World Wide, o que significa que toda a gente tem acesso, quer para ver como para ler e escrever. Peço desculpa por este tema ser recorrente aqui no estaminé, mas parece-me que é importante e que há muitas pessoas que ainda não perceberam ao certo o alcance desta poderosa ferramenta que têm nas mãos. Pelo menos eu quero pensar que é isso, de outra forma nunca conseguiria conceber como, pessoas que eu até conheço, que até tenho por inteligentes e pessoas sensíveis e bem (in)formadas, insistem em publicar fotografias dos filhos, insistem em avisar o mundo que vão de férias, para onde e por quanto tempo, insistem em mostrar que se zangaram com o namorado, enfim, insistem em expor a sua vida privada, com tudo o que de mau pode daí advir. É que esta rede funciona para os dois lados. Eu posso escrever o que bem me apetecer, não tenho aqui nenhum censor ao lado. Mas eu não sei ao certo quem é que vai ler, e com que intenção.
A parvoíce é generalizada, numa relação directa com a democratização da informação e do poder da liberdade de expressão. Basta passar os olhos por algum jornal online e apreciar os comentários bárbaros que alguns indivíduos são capazes de fazer. Indivíduos esses que podem ser as melhores pessoas do mundo mas também podem ser os maiores atrasados mentais (daqueles que não nasceram com a doença) que só se mexem com o intuito de prejudicar alguém, que fazem tudo o que está ao seu alcance para perseguir pessoas/ideais/religiões/clubes/etc., que não têm problemas em mentir para denegrir a imagem de uma figura pública, que tentam manipular a opinião de quem está a ler, criando assim um efeito bola de neve e uma catadupa de comentários que competem ferozmente nas categorias de mais estúpidos, mais racistas, mais mal escritos, mais inacreditáveis.
Mas a WWW, neste aspecto em particular, é só o ampliar do "diz-que-disse" que já havia nas aldeias desde sempre. E há outras maneiras de fazer o mesmo estrago, algumas até mais eficazes e demolidoras. Ainda hoje vi um papel colado perto dos anúncios fúnebres a denegrir a imagem de uma pessoa que conheço de vista. Não sei se tinham razão para dizer o que disseram (i.e. escreveram anónima e cobardemente) mas perderam-na toda ao tornar o assunto debatível em praça pública. Com que direito é que se utiliza uma fotografia de alguém para dizer mal desta pessoa? Mesmo que seja verdade, com que intuito é que se deram ao trabalho de fazer aquilo? O que é que ganham com isso? É no mínimo revoltante. 

A Internet tem muitos aspectos positivos, claro que sim. Mas tem de ser usada com inteligência, com filtro, com rigor. E infelizmente nem sempre isso acontece. Até sempre.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Day 4: Something green

Não descobri o tal marciano.

Até sempre.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Aha!


Por esta é que vocês não esperavam! Eu sou assim, vou "de férias" sem avisar e volto sem motivo aparente. Podia vir aqui dizer que tive uma experiência extra-sensorial e que agora falo com animais domésticos, podia dizer que fiz uma viagem à Tailândia ou à Índia e que voltei uma pessoa diferente, podia dizer que estive muito doente e vi a minha vida toda a passar em rápidos episódios febris, mas isso seria tudo uma grande tanga. Não mudei nada, não aconteceu nada de especial para parar de escrever, nem para voltar. Ando a pensar abraçar outros desafios, no que toca a escrever (e não só), mas para já é só uma ideia e não vou desistir do blog. Para já. Desistia mais rápido do Facebook, estou cada vez mais desiludida com aquilo, vou pensar no assunto. O blogger é que mudou... ainda não consegui avaliar se para melhor... não perca as cenas dos próximos capítulos. Até sempre.

Sábado, 24 de Março de 2012

Ainda não?

Bom fim de semana e até sempre.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Dona de Casa

Cada dia me convenço mais que sou uma péssima dona de casa. Não é o cozinhar, que graças a Deus (ou lá o que é) e à minha mãezinha, até me safo muito bem. Não é o lavar a loiça, que de há dois anos para cá até comprei uma máquina de lavar loiça em 10 vezes sem juros, que foi sem dúvida uma das melhores compras que fiz na minha vida. Não é o limpar o pó, que já dei o que tinha a dar para esse peditório e desde que descobri para que serve aquela pecinha do aspirador com umas franjas, limpar o pó passou a ser peanuts. Não é o limpar o chão, que desde que tenho uma esfregona vileda e um balde com um pedal para escorrer a esfregona a coisa até se faz bem e até é engraçada. Não é o passar a ferro, que eu detesto, mas quando me ponho a fazer isso com o rádio aos berros na M80, a coisa até flui e fico com uma sensação de paz e dever cumprido que compensa as dores de costas e de pernas que aquilo dá. Não é nada disso em particular, É TUDO!!!!

Não sei como é que as senhoras do "intigamente" se safavam, sem tecnologias a ajudar e maridos então, nem vê-los quando era para fazer estas tarefas menores. Eu detesto tudo e só faço porque tenho mesmo de fazer se não quero viver numa pocilga. E cada vez me parece tudo mais difícil e mais demorado e eu não tenho tempo nem pachorra porque passo o dia fora de casa e quando chego quero é desanuviar, dormir, passear, qualquer coisa que não implique ficar mais partida do que já estou.

O mais grave é que está sempre tudo a precisar que se faça qualquer coisa, o raio das loiças/roupas/cenas não vão para o sítio sozinhas. Quando for grande quero ter uma empregada doméstica duas vezes por semana. Pelo menos. E olhem que eu já não vou para nova. Até sempre.

Terça-feira, 13 de Março de 2012

Leituras soltas do que gostava de ter escrito

"Eu concordei. O mundo era, na verdade, duma desanimadora monotonia. As mais arrebatadoras paixões exteriorizam-se em gestos que, pela antiguidade, se podem considerar rituais, como o beijo. Só os esquimós e os japoneses esfregam os narizes quando se amam o que é detestável quando se está constipado. Os escritores insatisfeitos desses povos devem pensar o mesmo acerca da esfrega nasal que nós pensamos acerca do contacto dos lábios. E os vocábulos, os mais sonoros e os mais rolantes, à força de repetidos, perderam toda a força expressiva."

Ramada Curto in "O Preto no Branco"

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

50/50

Eu gostei, ri, chorei. Gosto sempre de filmes que mexem comigo. Ele não gostou, tem uma pontinha de hipocondríaco que herdou da avó, ficou logo cheio de impressões. É um filme sobre uma doença muito grave, sim. Mas tem uma visão totalmente diferente daquela a que os filmes nos habituaram. Acho que é importante mostrar essa parte, também. Por muito grave que seja, e é, há sempre os que sobrevivem e que conseguem lutar contra o cancro. E o optimismo é um dos medicamentos que funcionam melhor, pelo menos dos que já se patentearam. Até sempre.

Sábado, 3 de Março de 2012

Random facts

a) Já não chovia à não-sei-quantos meses, mas como este fim-de-semana vamos "passear" desata a chover. Tem sido assim nos últimos tempos. O homem-lá-de-casa diz que deviamos ter um acordo com a Assunção Cristas, quando ela precisasse de chuva, pagava-nos um fim-de-semana fora. Mas isso é ele, que gosta muito da Assunção Cristas.

b) O Bruno Nogueira e o João Quadros são os maiores, não consigo parar de ler o livro. Ontem uma amiga passou os olhos pelo livro, começou a ler e desfez-se em gargalhadas. O homem-lá-de-casa, que tem um livro a enfeitar a mesa de cabeceira desde que viemos das últimas férias, anda a ler o livro aos bocadinhos, mesmo quando chega a casa às 3 da manhã.

c) Este Domingo vou trabalhar e enviaram-nos um e-mail com as directrizes para o "evento". Aquilo é digno de ser lido. O que mais me diverte não é o facto de uma empresa ter de ir ao pormenor de designar a cor das meias, o nível de concentração do perfume, a quantidade de graxa dos sapatos ou o nível de excentricidade do penteado ou cor de unhas com que os seus colaboradores se devem apresentar. O que mais me diverte é imaginar as figuras que já se fizeram para eles terem de ir a este tipo de pormenor e especificidade. Senso comum caríssimos, senso comum...

d) Ainda não desisti do desafio fotográfico aqui do blog, que eu não sou gaja de desistir de nada. Mas como o próximo item é fotografar uma coisa verde e eu gosto de ser original, ando à que tempos a tentar fotografar um Marciano e não tem sido possível. Nunca imaginei que não houvessem Marcianos a dar sopa por aí... se calhar vou ter de experimentar uma coisa verde mais fácil se não nem em 2020 acabo o desafio e nessa altura não sei se ainda vou ser blogger.

e) Já comecei a desenvolver dois temas neste tópico e depois apaguei. Tou feita numa piegas da escrita, por isso vou terminar os factos aleatórios por aqui. Íde pôr baldes no quintal para aproveitar a água da chuva como a minha querida avó fazia, que isto de estarem sentados ao computador a ler blogs não é fim-de-semana que valha a pena. Não é produtivo e não ajuda o país a sair da crise (nem da seca).

Até sempre!

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Posso só dizer uma coisa?


POOOOOOORTTOOOOOOOO!

Era só isto, desculpem lá...
Até sempre e bom fim-de-semana!

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

...e uma cabana


8 anos, 4 casas, 1 cão, 3 gatos... and counting!